quarta-feira, outubro 20, 2010

MAIS PLANEJAMENTO | MORE PLANNING


A necessidade e o desejo do consumidor determinam o alvo que se pode alcançar servir melhor e planejar o produto e/ou serviço que se irá oferecer. Com isso, novamente referenciando Britto & Fontes (2002, p.104), “PLANEJAR é determinar o que deve ser feito, para quem deve ser feito e com que finalidade” [grifo do autor].
E segundo Canton apud Britto & Fontes (2002, p. 34) “planejar estrategicamente é criar condições para que as organizações decidam rapidamente diante das oportunidades e ameaças otimizando as vantagens competitivas em relação ao ambiente concorrencial em que atuam”. As oportunidades podem ser necessidades do mercado que ainda no foram atendidas e as ameaças podem ser os movimentos do mercado financeiro que podem afetar negativamente o negócio, caso não se esteja atento a eles.
            Complementando, a autora Richero (1999, p.15) referencia a importância do planejamento para o êxito de qualquer atividade dizendo que “El éxito de cualquier actvidad depende de las personas y de las circunstancias, pero puede afirmarse que éste se logra cuando se determina, antes de comenzar, a dónde se quiere ir y por qué se quiere llegar allí, justificando la acción”.
            Stone (2001, p. V) coloca que:
Todo aspecto da vida requer algum tipo de planejamento, quer seja meramente, de ir comprar comida ou verificar se o carro tem combustível suficiente para chegar ao seu destino. Você precisa planejar os seus objetivos, pesquisar os caminhos a seguir, certificar-se de ter os recursos adequados e, finalmente, planejar sua estratégia. Só assim você terá chances de sucesso.
           
Complementando este tema Aiub (1998, p. 8) coloca que “empreender sem planejar é uma aventura que até pode dar certo, mas é um voo cego. Você arrisca o seu dinheiro e seu futuro sem um planejamento de seu negócio?”.
Falando de um processo de planejamento já direcionado especificamente a uma determinada empresa, o planejamento estará utilizando de todas as informações que competem a ela, e com o objetivo geral, principal, das organizações empresariais é a clientela. A comunicação esta intrínseca ao plano de contato, do produto/serviço ofertado, com o público para quem ele é feito.  Desse modo, Kopplin (1993, p.40) diz que planejamento “é, portanto, um processo abrangente que define metas, objetivos, público-alvo da instituição e, acima de tudo, as políticas de comunicação a serem adotadas.” Ou seja, da forma como é colocado por estes autores, o plano é um instrumento de planejamento único, pois para determinada instituição o público-alvo é diferente, assim como suas políticas de comunicação que melhor se adaptam a este público e às próprias características da organização e aos produtos e/ou serviços que oferece, além de uma infinidade de situações em que a organização pode viver e estar propondo colocar em ação. Cada planejamento deve ser feito cuidadosamente para cada situação e necessidades específicas e isso faz parte da obtenção do sucesso.
            Assim, vê-se que o sucesso nos negócios pode ser adquirido quando o planejamento torna-se um hábito. Alguém que sabe planejar sua vida saberá manter todos os outros setores dela sob certa previsão, aumentando suas chances de sucesso, mesmo que seja para, simplesmente, aproveitar melhor o tempo sem gastar energias desnecessárias, o que poderá inclusive poupar muitas pessoas e outros recursos utilizados no cotidiano da vida da empresa ou vida pessoal.
           
• Audrey Mendes do Nascimento

terça-feira, outubro 12, 2010

Projeto - As pernas do evento | Project - The legs of event


Para planejar e colocar em prática os conceitos de planejar e obter sucesso na realização do planejamento é necessária a utilização de uma infinidade de instrumentos tais como o projeto. Assim, Berkun (2008, p.119) diz que “um projeto é uma sequência de diálogos”, referindo-se aos vários autores que compõem o corpo de informações adicionadas ao trabalho do projeto.
Além das informações que incorporam o projeto, extraídas de autores que estudaram e publicaram assuntos que podem constituir um projeto existem, também, informações complementares retiradas de dados que estão em documentos de vários tipos existentes nas empresas, organizações, instituições. Conforme fala Woiler & Mathias (2008, p.15), “entende-se por projeto o conjunto de informações internas e/ou externas à empresa, coletadas e processadas com o objetivo de analisar-se (e, eventualmente, implantar-se) uma decisão de investimento” [grifo do autor].
As informações referidas são constituídas de quantitativas e qualitativas de forma que tanto quanto as numéricas, econômicas e financeiras as informações de experiências e estudos a respeito dos temas que o compõem, também são importantes na constituição do projeto. Assim, Woiler & Mathias (2008, p.15) colocam que “nessas condições, o projeto não se incorporando informações qualitativas e quantitativas, procura simular a decisão de investir e suas implicações”.
Brito (2003, p.17) fala que “o projeto é o documento que visa em última instância produzir bens e/ou serviços” e, também, diz que “os objetivos de se fazer um projeto são: criar, expandir, modernizar, relocalizar, fundir, incorporar, mudar de atividade, sanear financeiramente e redimensionar o capital de giro permanente.” (p.19) e, para complementar este pensamento, Stone (2001, p.4) diz que o projeto “define metas e objetivos com os quais o desempenho real pode ser comparado e revisados”, e que:
 Os projetos têm funções críticas tais como: - ajudar a esclarecer, concentrar, concentrar e verificar o desenvolvimento do negócio; - proporciona uma moldura para que se ponha em prática a estratégia de desenvolvimento do negócio; - o documento pode ser usado como base de decisão com terceiros que tenha um interesse potencial ou existente no negócio [...];

Kassai (2000, p. 56) diz em que consiste o projeto:
Uma vez estruturado o projeto de um investimento, é feita sua análise de viabilidade econômica. Um projeto consiste num conjunto de informações de natureza quantitativa e qualitativa que permite estimar um cenário com base em uma alternativa escolhida.

Brito (2003, p.17) fala ainda que “fazer um projeto só tem sentido econômico e social se o resultado for a produção de bens e/ou serviços e que este nasce com um investimento.”
            Segundo Brito (2003, p.20), o projeto de um evento entra na tipologia de Projetos de Serviços. Já Britto & Fontes (2002, p.189) dizem que “o projeto de organização de eventos engloba inúmeras providências que deverão estar encadeadas entre si, de forma clara e objetiva, para que fiquem bem definidas as fases de início, maturação e encerramento do evento”. Nessa colocação de Britto & Fontes especificam um projeto de eventos. No entanto, para qualquer projeto devem ser tomadas diversas providências encadeadas pelo andamento da efetivação do mesmo, clara e objetivamente definidos o início, meio e fim da atividade indicada no projeto.
         Maximiano (1997) diz que os projetos são singulares por não existirem dois iguais. Que são finitos por terem os objetivos claramente definidos. Tem cliente ou usuário pelo fato de que alguém o está solicitando ou o próprio confeccionador do projeto ser o principal interessado em seu resultado; incerteza, pelo desconhecimento dos resultados, pois por mais precisas que possam ser as previsões dos resultados, não se pode saber o que acontecerá realmente antes da realização do projeto; a administração específica, que utiliza de técnicas direcionadas para a elaboração dos projetos; e os recursos limitados, por serem recursos pré-definidos, destinados para algo planejado.
Um novo projeto vem de uma nova ideia, de uma necessidade de mudança e/ou criação de algo novo.  Por isso Berkun (2008, p.24) diz que “novos projetos são criados com a intenção de alterar o estado do mundo, modificando, construindo ou destruindo algo”. Assim, ao colocar a ideia no papel, esta se torna um projeto que “pode ser entendido como um conjunto de informações coletadas e processadas, de modo que simulem uma dada alternativa de investimento para testar sua viabilidade” (WOILER & MATHIAS, 2008, p.14).
Tais ideias, ou objetivos, podem partir de algo totalmente novo, baseado em oportunidades vislumbradas, como podem vir da possibilidade de melhorar algo já existente, uma empresa e/ou negócio, o que quer dizer que o projeto pode ser classificado de várias formas e uma delas formas é quanto ao tipo. Um dos tipos de projetos que o autor coloca é o “Projeto de Viabilidade que visa ao estudo e à análise, verificando a viabilidade interna da própria empresa, em se tratando de uma empresa já formada” (WOILER & MATHIAS, 2008, p.15).
Quanto aos critérios que envolvem colocar o projeto em pratica, Casarotto & Kopittke (1998, p. 105) consideram os seguintes critérios na decisão de implantação de um projeto tais como: “- critérios econômicos: rentabilidade do investimento; - critérios financeiros: disponibilidade de recursos; e critérios imponderáveis: fatores não conversíveis em dinheiro”.
          “O que se procura é balancear (na elaboração e análise do projeto) os diferentes fatores em cada iteração de modo que se obtenha equilíbrio entre os fatores considerados mais importantes” (WOILER & MATHIAS, 2008, p.21).
            Portanto, o projeto é o início da ação de realizar o que é idealizado, e ao processo de planejar e/ou viabilizar a ação. Assim, “quando surge a ideia (ou a oportunidade) de investir, começa o processo de coleta e processamento de informações que, devidamente analisadas, permitirão testar a sua viabilidade” (WOILER & MATHIAS, 2008, p.16), que é o projeto que desencadeia o planejamento.
• Audrey Mendes do Nascimento

terça-feira, outubro 05, 2010

Eventos como Estratégia de Marketing [continuação]


Para Kopplin, estratégias são “ações adotadas extraordinariamente, mas sempre com base nas diretrizes do planejamento” (1993, p.41).
Para Kotler apud Britto & Fontes (2002, p.40)
O marketing é a função dentro de uma empresa que identifica as necessidades e os desejos do consumidor, determina quais os mercados-alvo que a organização pode servir e melhor planejar produtos, serviços e programas adequados a esses mercados. No entanto, o marketing é muito mais do que uma função isolada – é uma filosofia que orienta toda a organização. Dessa forma, a meta do marketing é satisfazer o cliente lucrativamente, criando relação de valor com clientes importantes.

Assim, considerando o evento “como estratégia de promoção dentro do marketing”, para Carneiro & Fontes apud Britto & Fonte (2002, p. 42):
O evento [...] tem analisados a satisfação das necessidades dos clientes e o processo social de demanda de desejos, o planejamento de oferta de produtos e o gerenciamento de ideias e valores adequados ao mercado. É a finalização de produtos e o gerenciamento estratégico estrutural, funcional e de marketing que pressupõe a concretização em si da interação mercadológica ou instiga e apresenta uma inovação e discussão inédita.

Já McLuhan apud Britto & Fontes (2002, p. 24) afirma que “o meio é a mensagem” [grifo do autor].
       “Nesse contexto, a experimentação se constitui na essência dos eventos na medida em que estes são criados para agir no intelecto e no comportamento das pessoas por meio de uma mensagem” (BRITTO & FONTES, 2002, p. 25).
O determinante principal para o planejamento de um evento é a direção que ele deve ter. E essa direção obtem-se com a definição de sua intenção e essa intenção engloba saber o que será oferecido, para quem e quem terá interesse ao oferecimento, para então poder “escrever” a mensagem do evento com maior precisão, estimando maior alcance de assimilação da mensagem que se deseja passar ao público alvo. Ou seja, cada evento, emissor da mensagem deverá ser idealizado para que o receptor possa captá-la e agregar a mensagem em sua bagagem.
Um evento é uma mensagem dirigida ao público a quem dele participar. Saber quem é este público o que ele busca, espera e quer, fará diferença no momento de planejar o evento estrategicamente para escrever a melhor mensagem.
Ainda, segundo Britto & Fontes (2002, p.34) o evento é uma “estratégia eficiente em benefícios das empresas e organizações” que dele fizerem uso.
Entende-se, então, que a “mensagem é, portanto, um conjunto de elementos que são retirados de um repertório, organizados em uma estrutura que de tal forma atinja diretamente os sentidos dos seres humanos” (p.25) [grifo do autor].
            No caso de uma proposta de um evento institucional, como por exemplo, seminários, congressos e/ou outros que tenham como foco oferecer ao público de colaboradores de determinada empresa, momentos de aprendizagem e/ou capacitação. Porém, podendo estar incluído ao evento momentos de lazer trazendo a possibilidade de descontração para os participantes, tornando as atividades de negócios mais leves. Com isso tendo um rendimento maior nas atividades principais, significam ler a mensagem transmitida por esses receptores o que é possível a partir da tomada de conhecimento de como essas pessoas passam o seu dia a dia e da constatação de que para melhor rendimento desse público são necessárias atividades diferentes intercaladas.
Dessa forma, utilizando o evento como estratégia e forma de interpretar o repertório dos receptores com uma prévia avaliação do que o público receptor poderá assimilar e o que o emissor terá a oferecer. Como analisam os autores referenciados, o realizador do evento irá encontrar em seu próprio repertório compatibilidades com o repertório do receptor, criando, então, um evento a contento de seus clientes e participantes deste. E ainda, segundo Coelho Netto apud Britto & Fontes (2002, p. 26) “apesar de conseguir “perceber” a mensagem, o individuo entenderá sua significação se o seu repertório pertencer ou não ao repertório do emissor”.
        Portanto, é necessário analisar o repertório do público a que se quer atingir e utilizar os pontos em comum ao repertório do emissor para criar a mensagem feita de um repertório familiar tornando possível o entendimento do significado da mensagem.  Nesse caso, o objetivo dos eventos é de que “o emissor deverá produzir mensagens que possuam repertório rico e conhecido o bastante para em consonância com o meio apropriado, alcançar o maior número de receptores e o máximo de modificações¹ (incluindo aquelas de comportamento)” (COELHO NETTO apud BRITTO & FONTES, 2002, p.27)
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¹ Quando o autor usa a palavra modificações esta se referindo as modificações provocadas nas pessoas a que se submeteram aos repertórios utilizados em determinada proporção que acarretam modificações inclusive de comportamento dessas pessoas submetidas à mensagem. “Isso quer dizer que quanto mais rico o repertório, maior será a extensão das modificações provocadas” (BRITTO & FONTES p. 27).

sábado, outubro 02, 2010

Evento como Estratégia de Marketing

       As empresas que realizam eventos estão obtendo resultados positivos neles, utilizando-os como forma de comunicação com seus públicos respectivos, o que faz do evento uma estratégia de marketing.
No campo empresarial, a estratégia representa o conjunto de objetivos, fins ou metas, além de das políticas e planos mais importantes para alcançá-los, que devem ser estabelecidos de forma que fique definida em que classe de negócio a empresas opera, em qual vai operar e que tipo de negócio pretende ser. Envolvendo a construção gradual do futuro, com determinação de fins e objetivos básicos a longo prazo de uma empresa, a doção de alternativas de ação e a sinalização dos recursos necessários para cumprir os objetivos (BRUNI, 2008, p.278).

Estratégia vem a ser uma ação que pode beneficiar o planejamento. As atividades com eventos realizadas hoje pelas empresas tem sido consideradas grandes estratégias de marketing principalmente porque a cada evento são feitas novas descobertas em relação aos públicos e mercados a que cada organização que realiza um evento promocional está dirigindo-se.
Segundo Kopplin (1993, p.41), ESTRATÉGIAS são ações adotadas extraordinariamente, mas sempre com base nas diretrizes do planejamento [grifo do autor].
       Segundo Getz apud Paiva & Neves (2008, p.4) “os eventos estão estabelecendo-se como uma parte importante ao desenvolvimento turístico e às estratégias de marketing”.
A busca das empresas em geral por novas formas de alcançar o público pretendido foi trazendo inovações nas estratégias de marketing. Sendo um evento uma estratégia de marketing em ascensão, de amplo alcance ao público e em que facilmente se integram outras estratégias de marketing é que cada vez mais empresas têm usado eventos como meio de promover os seus produtos. Com isso, a especialização na área de organização de eventos torna-se importante competir nesse mercado novo, inovador e significativamente amplo, visto que a tendência é que empresas, instituições, organizações venham cada vez mais a realizar eventos no intuito de promover seus negócios.
... continua.

• Audrey Mendes do Nascimento