sexta-feira, dezembro 03, 2010

CONFRATERNIZAÇÕES CORPORATIVAS

   
    Chegando ao final do ano, cada empresa, independente de seu porte, começa a pensar em como será a confraternização de sua equipe de trabalho.
    A confraternização de final de ano é uma tradição adotada pelas empresas, por mais simples que seja, como uma forma de agradecer aos seus funcionários pelo ano de trabalho decorrido, independente dos sucessos e/ou insucessos ocorridos. Porém, ampliando a visão e analisando o que representa esse evento interno, podemos e devemos vê-lo como uma verdadeira estratégia de marketing interno, um evento motivacional em que o proprietário, o diretor ou "chefe" da mesma, juntamente com os colaboradores, poderá demonstrar para si e para seu público interno o que eles representam e representaram para a empresa durante todo o ano e juntos agradecer pelas oportunidades que a empresa teve de crescer e aprender durante o ano que passou, sem julgar o que foi bom ou ruim, mas simplesmente comemorando, tornando-o, assim, um evento estratégicamente motivacional, comunicando aos seus a importância de cada um na composição da empresa. E dessa forma, motivando o grupo a buscar novas energias para começar o próximo ano, desejar estar na empresa, desejar que ela seja melhor e que prospere para que todos, junto com ela, também possam crescer. E esses desejos serão comunicados pelo realizador do evento com suas próprias palavras, mas principalmente por meio do evento que estará oferecendo.

"O evento, entendido como veículo de comunicação, se enquadra como um elemento de comunicação dirigida, aproximativo e interativo" (Brito & Fontes, 2002).

    A simplicidade do evento não impedirá que sua elaboração seja, ao mesmo tempo de qualidade e beleza, sendo essas duas caracteristícas indispensáveis para que o evento tenha esse efeito de "comunicação dirigida" eficiente, ou seja, mostrar aos funcionários, utilizando o evento e o que lhes esta sendo ofertado como forma de comunicação.
    SIM, um eventos de confraternização de empresas significa tudo isso e deve ser aproveitado dessa forma, já que a empresa esta disposta a realiza-lo, deve vê-lo e focalizar a mensagem que quer transmitir com ele, para poder tirar proveito dessa oportunidade que esta criando.
    Aliás, todo e qualquer evento é um comunicador, mas o tipo de evento que menciono aqui, tradicional e de fácil elaboração sendo simples ou mais sofisticado, pode alcançar excelentes resultados, se assim for visualizado, como uma mensagem estratégica motivacional.

Audrey Mendes do Nascimento

sábado, novembro 20, 2010

FORMATURA - NOVO COMEÇO

Novo começo ou recomeço... parece que dizer "novo começo" é redundância, mas é isso mesmo... mais um COMEÇO....


quarta-feira, outubro 20, 2010

MAIS PLANEJAMENTO | MORE PLANNING


A necessidade e o desejo do consumidor determinam o alvo que se pode alcançar servir melhor e planejar o produto e/ou serviço que se irá oferecer. Com isso, novamente referenciando Britto & Fontes (2002, p.104), “PLANEJAR é determinar o que deve ser feito, para quem deve ser feito e com que finalidade” [grifo do autor].
E segundo Canton apud Britto & Fontes (2002, p. 34) “planejar estrategicamente é criar condições para que as organizações decidam rapidamente diante das oportunidades e ameaças otimizando as vantagens competitivas em relação ao ambiente concorrencial em que atuam”. As oportunidades podem ser necessidades do mercado que ainda no foram atendidas e as ameaças podem ser os movimentos do mercado financeiro que podem afetar negativamente o negócio, caso não se esteja atento a eles.
            Complementando, a autora Richero (1999, p.15) referencia a importância do planejamento para o êxito de qualquer atividade dizendo que “El éxito de cualquier actvidad depende de las personas y de las circunstancias, pero puede afirmarse que éste se logra cuando se determina, antes de comenzar, a dónde se quiere ir y por qué se quiere llegar allí, justificando la acción”.
            Stone (2001, p. V) coloca que:
Todo aspecto da vida requer algum tipo de planejamento, quer seja meramente, de ir comprar comida ou verificar se o carro tem combustível suficiente para chegar ao seu destino. Você precisa planejar os seus objetivos, pesquisar os caminhos a seguir, certificar-se de ter os recursos adequados e, finalmente, planejar sua estratégia. Só assim você terá chances de sucesso.
           
Complementando este tema Aiub (1998, p. 8) coloca que “empreender sem planejar é uma aventura que até pode dar certo, mas é um voo cego. Você arrisca o seu dinheiro e seu futuro sem um planejamento de seu negócio?”.
Falando de um processo de planejamento já direcionado especificamente a uma determinada empresa, o planejamento estará utilizando de todas as informações que competem a ela, e com o objetivo geral, principal, das organizações empresariais é a clientela. A comunicação esta intrínseca ao plano de contato, do produto/serviço ofertado, com o público para quem ele é feito.  Desse modo, Kopplin (1993, p.40) diz que planejamento “é, portanto, um processo abrangente que define metas, objetivos, público-alvo da instituição e, acima de tudo, as políticas de comunicação a serem adotadas.” Ou seja, da forma como é colocado por estes autores, o plano é um instrumento de planejamento único, pois para determinada instituição o público-alvo é diferente, assim como suas políticas de comunicação que melhor se adaptam a este público e às próprias características da organização e aos produtos e/ou serviços que oferece, além de uma infinidade de situações em que a organização pode viver e estar propondo colocar em ação. Cada planejamento deve ser feito cuidadosamente para cada situação e necessidades específicas e isso faz parte da obtenção do sucesso.
            Assim, vê-se que o sucesso nos negócios pode ser adquirido quando o planejamento torna-se um hábito. Alguém que sabe planejar sua vida saberá manter todos os outros setores dela sob certa previsão, aumentando suas chances de sucesso, mesmo que seja para, simplesmente, aproveitar melhor o tempo sem gastar energias desnecessárias, o que poderá inclusive poupar muitas pessoas e outros recursos utilizados no cotidiano da vida da empresa ou vida pessoal.
           
• Audrey Mendes do Nascimento

terça-feira, outubro 12, 2010

Projeto - As pernas do evento | Project - The legs of event


Para planejar e colocar em prática os conceitos de planejar e obter sucesso na realização do planejamento é necessária a utilização de uma infinidade de instrumentos tais como o projeto. Assim, Berkun (2008, p.119) diz que “um projeto é uma sequência de diálogos”, referindo-se aos vários autores que compõem o corpo de informações adicionadas ao trabalho do projeto.
Além das informações que incorporam o projeto, extraídas de autores que estudaram e publicaram assuntos que podem constituir um projeto existem, também, informações complementares retiradas de dados que estão em documentos de vários tipos existentes nas empresas, organizações, instituições. Conforme fala Woiler & Mathias (2008, p.15), “entende-se por projeto o conjunto de informações internas e/ou externas à empresa, coletadas e processadas com o objetivo de analisar-se (e, eventualmente, implantar-se) uma decisão de investimento” [grifo do autor].
As informações referidas são constituídas de quantitativas e qualitativas de forma que tanto quanto as numéricas, econômicas e financeiras as informações de experiências e estudos a respeito dos temas que o compõem, também são importantes na constituição do projeto. Assim, Woiler & Mathias (2008, p.15) colocam que “nessas condições, o projeto não se incorporando informações qualitativas e quantitativas, procura simular a decisão de investir e suas implicações”.
Brito (2003, p.17) fala que “o projeto é o documento que visa em última instância produzir bens e/ou serviços” e, também, diz que “os objetivos de se fazer um projeto são: criar, expandir, modernizar, relocalizar, fundir, incorporar, mudar de atividade, sanear financeiramente e redimensionar o capital de giro permanente.” (p.19) e, para complementar este pensamento, Stone (2001, p.4) diz que o projeto “define metas e objetivos com os quais o desempenho real pode ser comparado e revisados”, e que:
 Os projetos têm funções críticas tais como: - ajudar a esclarecer, concentrar, concentrar e verificar o desenvolvimento do negócio; - proporciona uma moldura para que se ponha em prática a estratégia de desenvolvimento do negócio; - o documento pode ser usado como base de decisão com terceiros que tenha um interesse potencial ou existente no negócio [...];

Kassai (2000, p. 56) diz em que consiste o projeto:
Uma vez estruturado o projeto de um investimento, é feita sua análise de viabilidade econômica. Um projeto consiste num conjunto de informações de natureza quantitativa e qualitativa que permite estimar um cenário com base em uma alternativa escolhida.

Brito (2003, p.17) fala ainda que “fazer um projeto só tem sentido econômico e social se o resultado for a produção de bens e/ou serviços e que este nasce com um investimento.”
            Segundo Brito (2003, p.20), o projeto de um evento entra na tipologia de Projetos de Serviços. Já Britto & Fontes (2002, p.189) dizem que “o projeto de organização de eventos engloba inúmeras providências que deverão estar encadeadas entre si, de forma clara e objetiva, para que fiquem bem definidas as fases de início, maturação e encerramento do evento”. Nessa colocação de Britto & Fontes especificam um projeto de eventos. No entanto, para qualquer projeto devem ser tomadas diversas providências encadeadas pelo andamento da efetivação do mesmo, clara e objetivamente definidos o início, meio e fim da atividade indicada no projeto.
         Maximiano (1997) diz que os projetos são singulares por não existirem dois iguais. Que são finitos por terem os objetivos claramente definidos. Tem cliente ou usuário pelo fato de que alguém o está solicitando ou o próprio confeccionador do projeto ser o principal interessado em seu resultado; incerteza, pelo desconhecimento dos resultados, pois por mais precisas que possam ser as previsões dos resultados, não se pode saber o que acontecerá realmente antes da realização do projeto; a administração específica, que utiliza de técnicas direcionadas para a elaboração dos projetos; e os recursos limitados, por serem recursos pré-definidos, destinados para algo planejado.
Um novo projeto vem de uma nova ideia, de uma necessidade de mudança e/ou criação de algo novo.  Por isso Berkun (2008, p.24) diz que “novos projetos são criados com a intenção de alterar o estado do mundo, modificando, construindo ou destruindo algo”. Assim, ao colocar a ideia no papel, esta se torna um projeto que “pode ser entendido como um conjunto de informações coletadas e processadas, de modo que simulem uma dada alternativa de investimento para testar sua viabilidade” (WOILER & MATHIAS, 2008, p.14).
Tais ideias, ou objetivos, podem partir de algo totalmente novo, baseado em oportunidades vislumbradas, como podem vir da possibilidade de melhorar algo já existente, uma empresa e/ou negócio, o que quer dizer que o projeto pode ser classificado de várias formas e uma delas formas é quanto ao tipo. Um dos tipos de projetos que o autor coloca é o “Projeto de Viabilidade que visa ao estudo e à análise, verificando a viabilidade interna da própria empresa, em se tratando de uma empresa já formada” (WOILER & MATHIAS, 2008, p.15).
Quanto aos critérios que envolvem colocar o projeto em pratica, Casarotto & Kopittke (1998, p. 105) consideram os seguintes critérios na decisão de implantação de um projeto tais como: “- critérios econômicos: rentabilidade do investimento; - critérios financeiros: disponibilidade de recursos; e critérios imponderáveis: fatores não conversíveis em dinheiro”.
          “O que se procura é balancear (na elaboração e análise do projeto) os diferentes fatores em cada iteração de modo que se obtenha equilíbrio entre os fatores considerados mais importantes” (WOILER & MATHIAS, 2008, p.21).
            Portanto, o projeto é o início da ação de realizar o que é idealizado, e ao processo de planejar e/ou viabilizar a ação. Assim, “quando surge a ideia (ou a oportunidade) de investir, começa o processo de coleta e processamento de informações que, devidamente analisadas, permitirão testar a sua viabilidade” (WOILER & MATHIAS, 2008, p.16), que é o projeto que desencadeia o planejamento.
• Audrey Mendes do Nascimento

terça-feira, outubro 05, 2010

Eventos como Estratégia de Marketing [continuação]


Para Kopplin, estratégias são “ações adotadas extraordinariamente, mas sempre com base nas diretrizes do planejamento” (1993, p.41).
Para Kotler apud Britto & Fontes (2002, p.40)
O marketing é a função dentro de uma empresa que identifica as necessidades e os desejos do consumidor, determina quais os mercados-alvo que a organização pode servir e melhor planejar produtos, serviços e programas adequados a esses mercados. No entanto, o marketing é muito mais do que uma função isolada – é uma filosofia que orienta toda a organização. Dessa forma, a meta do marketing é satisfazer o cliente lucrativamente, criando relação de valor com clientes importantes.

Assim, considerando o evento “como estratégia de promoção dentro do marketing”, para Carneiro & Fontes apud Britto & Fonte (2002, p. 42):
O evento [...] tem analisados a satisfação das necessidades dos clientes e o processo social de demanda de desejos, o planejamento de oferta de produtos e o gerenciamento de ideias e valores adequados ao mercado. É a finalização de produtos e o gerenciamento estratégico estrutural, funcional e de marketing que pressupõe a concretização em si da interação mercadológica ou instiga e apresenta uma inovação e discussão inédita.

Já McLuhan apud Britto & Fontes (2002, p. 24) afirma que “o meio é a mensagem” [grifo do autor].
       “Nesse contexto, a experimentação se constitui na essência dos eventos na medida em que estes são criados para agir no intelecto e no comportamento das pessoas por meio de uma mensagem” (BRITTO & FONTES, 2002, p. 25).
O determinante principal para o planejamento de um evento é a direção que ele deve ter. E essa direção obtem-se com a definição de sua intenção e essa intenção engloba saber o que será oferecido, para quem e quem terá interesse ao oferecimento, para então poder “escrever” a mensagem do evento com maior precisão, estimando maior alcance de assimilação da mensagem que se deseja passar ao público alvo. Ou seja, cada evento, emissor da mensagem deverá ser idealizado para que o receptor possa captá-la e agregar a mensagem em sua bagagem.
Um evento é uma mensagem dirigida ao público a quem dele participar. Saber quem é este público o que ele busca, espera e quer, fará diferença no momento de planejar o evento estrategicamente para escrever a melhor mensagem.
Ainda, segundo Britto & Fontes (2002, p.34) o evento é uma “estratégia eficiente em benefícios das empresas e organizações” que dele fizerem uso.
Entende-se, então, que a “mensagem é, portanto, um conjunto de elementos que são retirados de um repertório, organizados em uma estrutura que de tal forma atinja diretamente os sentidos dos seres humanos” (p.25) [grifo do autor].
            No caso de uma proposta de um evento institucional, como por exemplo, seminários, congressos e/ou outros que tenham como foco oferecer ao público de colaboradores de determinada empresa, momentos de aprendizagem e/ou capacitação. Porém, podendo estar incluído ao evento momentos de lazer trazendo a possibilidade de descontração para os participantes, tornando as atividades de negócios mais leves. Com isso tendo um rendimento maior nas atividades principais, significam ler a mensagem transmitida por esses receptores o que é possível a partir da tomada de conhecimento de como essas pessoas passam o seu dia a dia e da constatação de que para melhor rendimento desse público são necessárias atividades diferentes intercaladas.
Dessa forma, utilizando o evento como estratégia e forma de interpretar o repertório dos receptores com uma prévia avaliação do que o público receptor poderá assimilar e o que o emissor terá a oferecer. Como analisam os autores referenciados, o realizador do evento irá encontrar em seu próprio repertório compatibilidades com o repertório do receptor, criando, então, um evento a contento de seus clientes e participantes deste. E ainda, segundo Coelho Netto apud Britto & Fontes (2002, p. 26) “apesar de conseguir “perceber” a mensagem, o individuo entenderá sua significação se o seu repertório pertencer ou não ao repertório do emissor”.
        Portanto, é necessário analisar o repertório do público a que se quer atingir e utilizar os pontos em comum ao repertório do emissor para criar a mensagem feita de um repertório familiar tornando possível o entendimento do significado da mensagem.  Nesse caso, o objetivo dos eventos é de que “o emissor deverá produzir mensagens que possuam repertório rico e conhecido o bastante para em consonância com o meio apropriado, alcançar o maior número de receptores e o máximo de modificações¹ (incluindo aquelas de comportamento)” (COELHO NETTO apud BRITTO & FONTES, 2002, p.27)
___________________________________________________
¹ Quando o autor usa a palavra modificações esta se referindo as modificações provocadas nas pessoas a que se submeteram aos repertórios utilizados em determinada proporção que acarretam modificações inclusive de comportamento dessas pessoas submetidas à mensagem. “Isso quer dizer que quanto mais rico o repertório, maior será a extensão das modificações provocadas” (BRITTO & FONTES p. 27).

sábado, outubro 02, 2010

Evento como Estratégia de Marketing

       As empresas que realizam eventos estão obtendo resultados positivos neles, utilizando-os como forma de comunicação com seus públicos respectivos, o que faz do evento uma estratégia de marketing.
No campo empresarial, a estratégia representa o conjunto de objetivos, fins ou metas, além de das políticas e planos mais importantes para alcançá-los, que devem ser estabelecidos de forma que fique definida em que classe de negócio a empresas opera, em qual vai operar e que tipo de negócio pretende ser. Envolvendo a construção gradual do futuro, com determinação de fins e objetivos básicos a longo prazo de uma empresa, a doção de alternativas de ação e a sinalização dos recursos necessários para cumprir os objetivos (BRUNI, 2008, p.278).

Estratégia vem a ser uma ação que pode beneficiar o planejamento. As atividades com eventos realizadas hoje pelas empresas tem sido consideradas grandes estratégias de marketing principalmente porque a cada evento são feitas novas descobertas em relação aos públicos e mercados a que cada organização que realiza um evento promocional está dirigindo-se.
Segundo Kopplin (1993, p.41), ESTRATÉGIAS são ações adotadas extraordinariamente, mas sempre com base nas diretrizes do planejamento [grifo do autor].
       Segundo Getz apud Paiva & Neves (2008, p.4) “os eventos estão estabelecendo-se como uma parte importante ao desenvolvimento turístico e às estratégias de marketing”.
A busca das empresas em geral por novas formas de alcançar o público pretendido foi trazendo inovações nas estratégias de marketing. Sendo um evento uma estratégia de marketing em ascensão, de amplo alcance ao público e em que facilmente se integram outras estratégias de marketing é que cada vez mais empresas têm usado eventos como meio de promover os seus produtos. Com isso, a especialização na área de organização de eventos torna-se importante competir nesse mercado novo, inovador e significativamente amplo, visto que a tendência é que empresas, instituições, organizações venham cada vez mais a realizar eventos no intuito de promover seus negócios.
... continua.

• Audrey Mendes do Nascimento

quinta-feira, setembro 30, 2010

Mais planejamento [geral] | More planning [general]

Todo objetivo, para que seja alcançado com êxito, deve ser planejado. O planejamento é um instrumento para que as pessoas e instituições possam organizar as formas como irão agir para realizar seus objetivos. Ao traçar metas para chegar a um objetivo se está fazendo um planejamento.
No glossário do Governo Federal, planejamento está conceituado da seguinte forma:

Metodologia de administração que consiste, basicamente, em determinar os objetivos a alcançar as ações a serem realizadas, compatibilizando-as com os meios disponíveis para sua execução. Essa concepção da ação planejada é também conhecida como planejamento normativo” (PORTAL DA TRANSPARÊNCIA, 2010).

Já o conceito de Rabaça & Barbosa apud Kopplin (1993, p. 40) é o seguinte, planejamento é um “ato de relacionar e avaliar informações e atividades – de forma ordenada e com lógico encadeamento entre elas – a serem executadas num prazo definido, visando à consecução de objetivos predeterminados”.
Britto & Fontes (2002, p.41) declaram que “o planejamento é a antecipação lógica e organizada das ações do futuro”.
Segundo Maximiano (2004, p.26):
O processo de planejamento é a ferramenta que as pessoas e organizações usam para administrar suas relações com o futuro.  É uma aplicação específica do processo decisório. As decisões que procuram de alguma forma, influenciar o futuro, ou que serão colocadas em prática no futuro, são decisões de planejamento.

Para Brito (2003, p.17), o planejamento envolve uma variedade de outros conceitos intrínsecos a ele, pois este utilizará de instrumentos para sua construção. O autor coloca que:
O planejamento é o processo de definição de diretrizes. Ele é estratégico quando fixa paradigmas estáticos para serem implantados. Pretende alcançar o desenvolvimento econômico que é um processo de mudanças estruturais, que se materializa pela melhoria das condições de vida da população. [...]. O planejamento é o conjunto de planos, programas e projetos. A programação é um subconjunto do planejamento. O plano é o documento global do planejamento. O programa é o documento global da programação [grifo nosso].
            Com esta colocação se vê que são tantos temas que envolvem um planejamento que devem ser estudadas para a construção deste de forma eficaz para obtenção de um resultado positivo.
Mesmo planejando não existe a garantia de que tudo irá ocorrer conforme o planejado. Porém, as chances de dar certo são extremamente maiores, enquanto que agir sem planejar é o mesmo que tentar acertar um alvo de olhos fechados.
No Manual Empretec consta que “a falta de planejamento é uma das razões mencionadas com mais frequência para o fracasso dos negócios” (EMPRETEC, 2009, p. 11).
Para toda pessoa ou organização que queira, ou seja, exigido um comprometimento no alcance de um ou mais objetivos, onde se necessita coordenação e acompanhamento de esforços e aplicação de recursos humanos, financeiros e materiais, é necessário o planejamento.
Fazendo-se entender que, para garantir uma aproximação no alcance dos objetivos, primeiro é indispensável planejar, pois irá ajudar a eliminar soluções impensadas ou pouco aderentes aos objetivos maiores e iniciais do planejamento, a que se deverá estar focado.
Todo o planejamento será constituído por diversos planos que são “providências a serem tomadas para se atingir as metas estabelecidas. Geralmente, indicam o onde, o como e o porquê” (WEY apud KOPPLIN, 1993, p. 40).
Analisando o planejamento diante das colocações dos autores referenciados até aqui se vê que o planejar está, não em somente colocar no papel e executar o que se está pretendendo. O planejamento provém de um conhecimento anterior do que se pretende planejar por parte de quem o planeja para que possa construir um plano excelente e que venha a ser executado com maestria.
Então, o planejamento de um evento, as avaliações de informações de atividades que serão realizadas pedem que sejam estudas e que até, quem planeja determinado evento, tenha experiência na execução e/ou uma equipe de trabalho que se disponha a determinar como serão realizadas tais atividades. O que dá continuidade de um processo a outro para que se chegue ao sucesso na efetivação deste.

 • Audrey Mendes do Nascimento

terça-feira, setembro 28, 2010

Planejamento de Eventos | Planning Events

       Como qualquer ação que se pretende executar com o mínimo de previsão e organização para obtenção de sucesso e alcançar objetivos pré-definidos um evento também necessita de um plano desde sua idealização.
Like any action you want to run with minimal foresight and organization to achieve success and reach goals a pre-defined event also requires a plan from its conception. 
.         Planejar um evento abrange criar oportunidades de explorar um produto e/ou serviço viabilizando a capacidade de alcance da ocasião prevendo ameaças para poder aperfeiçoar vantagens.
Planning an event includes opportunities to explore a product or service enabling the ability to reach the occasion predicting threats to do the perfection of advantage.    
      Para Britto & Fontes (2002, p.103) “os critérios de seleção dos eventos, [...] são ainda mais rigorosos que no passado. Tais critérios fazem parte do planejamento geral do evento, cuja amplitude irá variar consideravelmente, de acordo com a complexidade e importância de detalhamentos da ocasião” [grifo do autor].
For Britto & Power (2002, p.103) "the criteria for selection of events, [...] are even stricter than in the past. These criteria are part of the overall planning of the event, whose amplitude will vary considerably, depending on the complexity and importance of detailing the occasion, "[emphasis added].
Em geral, o planejamento dos eventos são mais complexos por haver um contato e comunicação muito mais diretos e aproximados com o público, por isso existirão muito mais detalhes a serem considerados. Diante disso, ao planejar o evento, também deverão ser levados em conta, a reação desse público. Como irá se comportar? Do que irá gostar? No que irá se interessar? E estas questões são o que tornam o planejamento do evento tão complexo, pois por mais observações e planos que se faça a esse comportamento somente será efetivamente conhecido no evento em si, o que torna o planejamento ainda mais amplo e indispensável, fazendo com que varias reações, comportamentos e atitudes diferentes do público sejam pensadas e ainda assim, podendo ser surpreendido com um novo público e/ou novas reações. Portanto, os eventos podem ainda trazer uma nova visão para quem o organiza e o realiza, o que faz dele um tipo de marketing estratégico sempre inovador, pelo fato de que  não somente quem o planeja que deve surpreender o público com inovações, mas o próprio público trás inovações e ideias que só poderão ser vislumbradas no evento, o que faz de cada evento um grande laboratório em tempo e espaço diversificados.

PLANEJAR,
Determinar o que deve ser feito, para quem deve ser feito e com que finalidade

O QUE DEVE SER FEITO
Representa o objeto do evento, a definição de seu formato, suas estratégias e sua viabilidade econômica e financeira.

COMO DEVE SER FEITO
Representa todas as estratégias operacionais para a organização e implantação do evento. Para imprimir grande sucesso.

PARA QUEM DEVE SER FEITO
Representa o público que se pretende atingir. Quem se deve sensibilizar e para quem estarão direcionados os esforços de promoção e distribuição, para garantir o pleno consumo.
COM QUE FINALIDADE DEVE SER FEITO
Representa o porquê da realização do evento, seus objetivos gera e específicos. Àqueles que enquanto necessidades, originaram a idealização do evento como estratégia de mercado.
     Fonte: Britto & Fontes (2002, p.104)

No quadro acima, estão demonstrados, pelas autoras, alguns passos que formam a base, o que é substancial para dar partida ao planejamento de um evento.
      Concluindo o post, viu-se que a complexidade de planejar eventos esta em seus detalhes, quanto mais se puder observá-los e valorizá-los, sem perder o foco do todo, mais próximo ao sucesso do mesmo se estará.

• Audrey Mendes do Nascimento

segunda-feira, setembro 27, 2010

Eventos | Events [soon, in english too]

Evento configura uma reunião produzida, realizada por organizações, empresas, instituições ou por pessoas que objetivem atrair um público-alvo que se interesse por algum produto, serviço, assunto oferecido no evento. Com isso, Britto & Fontes (2002, p.20) coloca que:
A event is a kind of happening who configure a produced reunion, realized for business organizations, institutes and/or people with a plan to atract a especific public.

Muito mais do que um acontecimento de sucesso, festa, linguagem de comunicação, atividade de relações públicas ou mesmo estratégia de marketing, o evento é a soma de esforços e ações planejadas com o objetivo de alcançar resultados definidos junto ao seu público-alvo.

Além disso, “hoje o evento é eleito como um dos melhores meios de comunicação dirigida e interativa” (BRITTO & FONTES, 2002, p.48).
Nesse contexto, Meireles apud Paiva & Neves (2008, p.5) diz que evento define-se como:

Um instrumento institucional e promocional, utilizado na comunicação dirigida, com a finalidade de criar e estabelecer imagem de organizações, produtos, serviços, ideias e pessoas, por meio de um acontecimento previamente planejado, ocorrer em um único espaço de tempo com a aproximação entre os participantes, quer seja física, quer seja por meio de recursos da tecnologia.

Diante da colocação de Meireles, de que evento é um “instrumento institucional”, percebe-se que a razão de receber tal consideração é pelo fato de que os eventos têm se tornado muito utilizados como estratégia nessas instituições por agregar benefícios e facilitar em muitos aspectos o contato com o público desejado.
A realização de um evento envolve a possibilidades de explorar tantas atividades em um único momento e isso é o que o faz ser dinâmico e prático ao mesmo tempo. Em muitos casos um evento acaba se tornando um produto turístico, pois devido ao seu sucesso, dá-se continuidade a ele, colocando-o nos calendário das localidades onde são realizados. Conforme fala Britto & Fontes (2002, p. 65), “evento envolve um mix de instalações, serviços e atrativos que devem estar aptos a exercer a recepção dos participantes dos eventos, o que transforma o evento em um produto turístico” [grifo do autor].
Britto & Fontes afirma que,

O evento é muito mais do que o planejamento, a programação, a execução e o monitoramento de uma sequência de atividades destinadas a um público específico e realizadas em local apropriado.
O evento deve ser pensado como uma atividade econômica e social que gera uma série de benefícios para os empreendedores, para a cidade promotora, para o comercio local, restaurantes e hotéis e para a comunidade.
Quanto maior for o evento, maior será seu impacto econômico e social, local e regionalmente. A magnitude e a natureza dos eventos são fatores que lhe proporcionam valor socioeconômico (2002, p. 71).

Os benefícios trazidos pelos eventos para as diversas cidades e instituições que os têm utilizados são inúmeros e, por isso, têm sido também adotados por outras administrações municipais, empresas e organizações como meio de promover seus negócios e desenvolver a economia local. Mais uma vez, Britto & Fontes (2002, p. 71), “em um determinado momento, no desenvolvimento turístico de uma cidade ou região, várias estratégias ou recursos são utilizados e entre eles o de maior resultado é o da organização de eventos” [grifo do autor].

• Audrey Mendes do Nascimento

domingo, setembro 26, 2010

Ascendência do segmento de Eventos

O turismo* é um fenômeno ascendente, produtor de grandes impulsos econômicos em todo o mundo.
Mesmo que economicamente, em todos os paises, o turismo tenha sua participação, em alguns é a sua maior força na econômia.
Como se sabe, o turismo não só expandiu como se tornou, e ainda vem sendo, o ponto de onde surgiram e surgem muitos segmentos.
Diz-se que "o turismo é a indústria sem chaminés". Mas indo mais além, o turismo é a infinita indústria sem chaminés, pois como forma de estudo e representado pela palavra turismo essa indústria chegou quando já se formava, no mundo, uma consiência de sustentabilidade e planejamento, e, portanto, esta indústria é uma indútrais do futuro, onde pode haver desenvolvimento econômico planejando a utilização dos recursos naturais, materiais e humanos.
Com muito a ser feito, sendo uma 'ciência' muito recente, na vedade, o turismo tem TUDO POR FAZER.
Logo, muitas atividades acabaram se incorporando a ele, como, por exemplo, a gastronomia.
Dentre tantos segmentos que provém do turismo e que vem sendo estudados como partes do turismo esta o SEGMENTO DE EVENTOS.
Este segmento, entre tantas outras características* tem a de ser uma atividade em que uni as ações de pessoas, instituições, organizações, empresas para a realização de uma atividade (acontecimento, evento) maior com intenção de beneficiar, em algum aspecto, pessoas, produtos e/ou serviços.
Sendo assim, evento é a estratégia do momento para a promoção de ideias, pessoas, produtos e serviços em que trás resultados imediatos e com possibilidades de debater, renovar e tranformar mensagens no momento em que as esta aplicando.
Audrey Mendes do Nascimento
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*TURISMO: Segundo Prof. Dr. Mario Beni (http://www.mariobeni.com.br/):
Turismo é um elaborado e complexo processo de decisão sobre o que visitar, onde, como e a que preço. Nesse processo intervêm inúmeros fatores de realização pessoal e social, de natureza motivacional, econômica, cultural, ecológia e científica que ditam a escolha dos destinos, a permanêcia, os meios de transporte e o alojamento, bem como o objetivo da viagem em si para fruição tanto material como subjetiva dos conteúdos de sonhos, desejos, de imaginação projetiva de enriquecimento existencial histórico-humanístico, profissional e de expansão de negócios. Esse consumo é feito por meio de roteiros interativos espontâneos ou dirigidos, compreendendo a compra de bens e serviços da oferta original e diferencial das atrações e dos equipamentos a ela agregados em mercados globais como produtos de qualidade e competitivos [grifo nosso].


EVENTO: **CARACTERISTICAS: 1) atividade que uni as ações de pessoas, instituições, organizações, empresas para realização de uma atividade (acontecimento, evento) maior com intenção de beneficiar, em algum aspecto, pessoas, produtos e/ou serviços.

sábado, setembro 25, 2010

APRESENTAÇÃO | APRESENTATION

Olá,
O Blog EVENTUANDO nasceu hoje.
Está primeira postagem é de apresentação.
De onde veio EVENTUANDO?
O que tenho feito de minha vida nos últimos tempos é estudar sobre eventos e, então, hoje, partiquei a ideia que eu já tive a algum tempo. Fazer o Blog dividindo e/ou compartilhando estudos, pesquisas, descobertas, conhecimentos e experiências sobre eventos.
Assim nasceu o termo, que na verdade não fui eu que criei, pois nas pesquisas que fiz no Google já vi que outras pessoas utilizaram este verbo EVENTUAR. Um verbo que não está no dicionário, com certeza, mas que para o Blog tem o seguinte significado: ESTAR ATENTO ÀS NOVIDADES, ATUALIZAR-SE, PESQUISAR, ESTUDAR, SABER DE QUEM SABE, FALAR COM QUEM SABE, MOSTRAR ONDE ESTA O QUE SE SABE SOBRE EVENTOS.
Mas fui atrás das palavras que se fazem lembrar quando se diz EVENTUALIZAR ou EVENTUAR que são EVENTUAL e/ou EVENTUALIDADE que significam de acordo com o dicionário da lingua portuguesa: "adj. Casual, fortuito, que depende das circunstâncias. / Hipotético, imprevisível, incerto, perfunctório, passageiro: episódio eventual; e s.f. Caráter do que é eventual ou transitório; possibilidade ou probabilidade de realização de algum acontecimento. / &151; S.f. pl. Acontecimentos, sucessos fortuitos e variáveis",assim é, respectivamente.
Perfeito!
Como dizem que evento é uma acontecimento, e o é... nada mais interessante do que o verbo EVENTUAR para quem estuda eventos, ou faz eventos... é um EVENTUADOR que se propõem a executar, estudar, captar acontecimentos que por mais planejados que sejam sempre serão eventuais, pois ele sempre é surpreendente mesmo que peródico, ou sempre existente.
Bom, eu quero que este Blog dê bons frutos e sei que dará pois o segmento de eventos é o mais generoso que há e generosidade atrai generosidade.
EVENTUALIZE! [Atualize, realize eventos]